"Por trás desse desenho e dessas palavras, antes que uma mão tenha escrito o que quer que seja, antes que tenham sido formados o desenho do quadro e nele o desenho do cachimbo, antes que de lá em cima tenha surgido esse grande cachimbo flutuante, é necessário supor, creio eu, que um caligrama foi formado e, em seguida se descompôs. Tem -se aí a constatação do fracasso e os restos irônicos." Michel Foucault: isto não é um cachimbo.
sábado, 25 de julho de 2015
25 de julho: dia do escritor.
Adiei por séculos a estreia do blog esperando a vontade de sistematizar em linhas gerais as impressões de toda a literatura que li durante o primeiro semestre do ano.
Como a vontade de des-empilhar as ideias não veio, vou iniciando assim, aos trancos, apenas pontuando as obras literárias por ordem de leitura.
1. "A viagem" de Virginia Woolf.
Escrito há exatamente 100 anos, é a estreia da escritora inglesa na ficção. Tradução de Lya Luft.
2. "O sol e o peixe" de Virginia Woolf.
Coletânea de ensaios poéticos da escritora inglesa. Tradução Thomas Tadeu - 2015.
3. "The Show queen" de Michael Cunningham.
Sexto romance do escritor norte-americano publicado em 2014. Edição americana. Ainda inédito no Brasil.
4. "Clarice Lispector, essa desconhecida" de Julio Lerner.
Livro de memórias sobre a antológica entrevista feita pelo jornalista à escritora em 1977, bem como sua relação com a obra da autora.
5. "Assim vivemos agora" de Susan Sontag.
Provavelmente a primeira obra ficcional a tratar com centralidade a temática da AIDS. Publicada originalmente na Revista The New Yorker em 1986. Tradução de Caio Fernando Abreu.
6. "Dois garotos se beijando" de David Levitham.
Classificado no gênero de Young-adult fiction (ficção para jovem-adulto), o Romance é uma espécie de acerto de contas/diálogo das diferenças e similaridades entre a atual geração gay e sua geração anterior.
7. "Michael Tolliver lives" de Armistead Maupin.
O protagonista da famosa série de crônicas dos anos 1970 na cidade de São Francisco, "Tales of the city" (no Brasil: Histórias da Cidade), retorna para contar como anda sua vida aos 50 e poucos anos em 2007. Inédito no Brasil. Edição Americana.
8. "Os perigosos" de Marcelo Secron Bessa.
Ensaios de crítica literária sobre as relações entre Autobiografia e AIDS.
9. "Memórias de um legionário" de Dado Villa-Lobos.
Autobiografia do ex-baterista da banda de Rock brasileira Legião Urbana.
10. "Antígona" de Sófocles.
Tragédia grega sobre as tensões entre parentesco e Estado.









